Pubicado em: ter, jan 17th, 2017

Água; Sabendo usar não vai faltar

Artigo escrito pela professora Maria Emília Brolesi.

Imagem criada pelo Shopping Campo Limpo.

 

“A água representa 70% da superfície da Terra, mas a maior parte se encontra nos oceanos. Da água que temos no planeta, 97,5% é salgada, só 2,5% é água doce; mas parte dela se encontra inacessível, em forma de calotas de gelo e glaciares situados em zonas polares distantes das populações. Em suma, somente podemos contar com 1% da água do planeta, ainda que não totalmente porque em algumas ocasiões se encontra em forma de vapor d’água, no subsolo, com difícil acesso ou faz parte dos organismos vivos.

Em que pese tantas limitações, a água que temos poderia ser suficiente com uma boa gestão e se estivesse distribuída de maneira equilibrada. Mas sabemos que há zonas onde a água é tão abundante que chega a produzir catástrofes, enquanto nos lugares desérticos a escassez é dramática.

A água é um recurso finito, mas, como já foi assinalado, tem a virtude de reciclar-se de maneira permanente através do ciclo hidrológico (ciclo da água). Este singular fato nos levava a supor que se tratava de um bem público de livre disponibilidade, com o qual não haveria problemas. Os fatos mostram outra coisa: há escassez.

Ao lado da biodiversidade e do aquecimento global, a disponibilidade de água está se tornando uma das principais questões socioambientais do mundo atual. Relatórios da ONU indicam que quase 20% da humanidade – cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à quantidade mínima aceitável de água potável e aos 20 a 50 litros diários necessários para beber, cozinhar e tomar banho. Em contrapartida, o consumo per capita em países ricos como Estados Unidos e Canadá é de 300 litros diários de água. Inúmeras regiões do planeta já estão marcadas pela escassez e pelo estresse hídrico – desequilíbrio entre demanda e oferta de água, causado, entre outros fatores, pela contaminação dos recursos. Esse quadro vem gerando disputas e conflitos.

Para superar a crise da água, é preciso promover mudanças substanciais em vários aspectos: conter o aumento da demanda de água devido tanto ao aumento da população quanto ao uso crescente deste recurso por parte da indústria e da agricultura; reduzir os excessos no consumo; melhorar e ampliar os sistemas de abastecimento e reduzir as perdas; gerir as bacias hidrográficas de maneira sustentável; planejar mé- todos de melhoria dos processos de distribuição, entre outros.

Se as pessoas começarem a desperdiçar esse bem tão precioso, em breve haverá falta dessa água para muitas pessoas no mundo.

Um dos lugares onde há mais indícios de desperdício é a nossa própria casa. Veja porque:

A água que utilizamos em nossas casas e que nos permite realizar várias tarefas segue um caminho: para chegar às residências e aos estabelecimentos comerciais e industriais, a água é captada em rios, lagos ou reservatórios, vai para uma estação de tratamento, onde passa por processos de filtragem e purificação, sendo distribuída pela rede aos domicílios e estabelecimentos, pronta para o consumo. Recomenda-se filtrar ou ferver a água antes de bebê-la, porque os canos por onde ela passa podem conter impurezas e até mesmo causar doenças.

Essa mesma água que utilizamos se não for bem utilizada será gasta de forma a prejudicar o meio ambiente, como no caso do desperdício, e isso poderá gerar um aumento em sua conta de água. Aquela que você paga todo o mês e que não é barata.

Nas residências, é preciso atenção especial com o uso da água no banheiro (não tomar banhos demorados, fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba, consertar vazamentos etc.), na cozinha (manter torneiras fechadas ao ensaboar a louça), evitar o uso de mangueiras em jardins e na lavagem de carros ¬– o gasto de água é muito maior do que com o uso de balde. O controle do consumo residencial pode ser acompanhado pela leitura da conta mensal. Os mesmos procedimentos valem para os ambientes de trabalho.Não podemos esquecer de que há também as responsabilidades do poder público, encarregado de consertar ou instalar redes de abastecimento e coleta de água e tratamento de esgotos, fazer reparos em vazamentos ou realizar a limpeza de espaços públicos”.

Bem, vamos então aproveitar para refletir sobre o uso e consumo da água. Precisamos nos conscientizar a começar a economizar água. Ela é parte de nosso corpo, de nossa vida e sem ela, não poderemos viver, aliás, nenhum ser vivo, seja animal ou vegetal. E tem ainda um detalhe muito importante que acabamos por nos esquecer. A questão do lixo.

Dependendo do lugar onde esse lixo for jogado sem o devido tratamento, tanto dele quanto do local onde for jogado, poderá contaminar os lençóis de água subterrâneos que abastecem as cidades. O chorume, aquele liquido preto e com cheiro horrível, vai penetrando pela terra abaixo e com o passar dos anos, consegue chegar aos reservatórios de água e aí a catástrofe acontece: Contaminação pelo lixo. E aí, quem vai beber essa água? Quem vai tratá-la? Como teremos água para alimentar a população?

Que tal usar esse dia, ou melhor, não deixar chegar esse dia sem que haja o tratamento do lixo que nós jogamos fora? Pense nisso e passe esse texto adiante!

 

Matéria de  Maria Emília Brolesi, publicado no Jornal da Região em Maio de 2011. (clique aqui para ler o jornal na integra

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